quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

No puedo decir mirando a ti


- Gosto, gosto mesmo. Gosto muito de ti. Até demais. E tenho medo.

(Eu falo assim, tão diretamente, porque sou sincera demais. Me desculpe, não consigo esconder.
Não espero perguntas. Não espero respostas. Não espero. Não.
Melhor assim. Fingir que não espero nada de ti.
Pena que é só fingir.)

- Tu gostas de mim?

(Gosto, muito. É quase amor. É, aquele amor dos filmes mesmo.
Teus olhos são tudo que eu quero ver, quando acordar de manhã nos próximos meses, quem sabe até anos. Teus abraços são o que eu quero sentir quando amanhecer, ao escurecer, e em todas as outras horas do dia. Tua voz é a melodia que eu quero ouvir, contando casos, aquelas besteiras de sempre, e me fazendo rir. Quero segurar a tua mão, e me sentir a mulher mais sortuda do mundo por te ter ao meu lado. Quero ver pôr-do-sois contigo, amanheceres, anoiteceres. Viajar contigo, pra longe, perto, pouco me importa.
Não quero sentir medo, quero que tu afastes todos eles de mim. Quero ser mais segura estando contigo, e mais feliz também.
No inverno, quero que tu sejas a única coisa a me esquentar. E no verão, a única coisa que fique colada ao meu corpo.
Quero ficar um dia sem te ver, e sentir saudade de te olhar. Te olhar dormir, te olhar rir, acordar, falar. Te olhar, só.
Tenho quase absoluta certeza que é isso mesmo que eu quero. Te quero. Pra mim.
Só.)

- É, gosto da tua companhia.

domingo, 12 de dezembro de 2010

El dolor del amor


Se eu não me conhecesse tão bem, diria que estou entrando em depressão profunda e eterna, nesse exato momento. Motivos não faltariam.
Sempre fui tão forte e incessível - ou pelo menos sempre quis mostrar isso para grande parte do mundo que me rodeava. Infelizmente, ninguém vive de aparências, e eu sinceramente cansei disso.
Acabei criando uma cápsula protetora, e nunca deixei ninguém se aproximar demais, pra não descobrir esse meu lado, meio mocinha, meio sensível e sentimental, demais até pra mim.
Não gosto de sentir. Não gosto de me doar. Não gosto de sofrer.
Afinal, quem gosta de sofrer?
Mas eu prefiro deixar essa máscara de "coração duro" de lado, e sentir, do que me tornar um robô. Frio, sozinho e sem sentimentos.
Se é assim, eu - no meio de uma multidão que pensa o contrário, prefiro sofrer sim.
Amar, gostar, me entregar, acreditar, e quebrar a cara - como em todas as outras vezes.
Dói. É, eu sei que dói. Sofrer dói mesmo, é assim, é normal.
Eu tentei entender a vida de mil maneiras, e revi os meus atos mil vezes por segundo. E vi que essa é a melhor opção mesmo: amar e sofrer. É a lei. Vai acontecer com todo o mundo, literalmente.
Na minha vida, eu sempre tentei escolher o melhor caminho, que me levasse ao destino de menos sofrimento. Houveram muitos arrependimentos, admito, mas eu nunca me arrependi de amar, gostar, ou seja lá o que é isso. Sentir. Sentimento. Nunca me arrependi de sentir algo por alguém. Não vale a pena se arrepender do que te fez feliz, não importa se foi só por um segundo, mas naquele segundo, você foi feliz. Talvez até, a pessoa mais feliz do mundo.
Então, valeu a pena sofrer depois, se pelo menos por um momento você foi feliz.
Valeu a pena ser infeliz por um longo período, se por um curto espaço de tempo, você me fez a mulher mais feliz do mundo.
A verdade mesmo é que eu vou sofrer, amor que é amor, nos faz sofrer. Mas um dia, creio que todo esse sofrimento vai realmente valer a pena.
E nesse dia, sei que você vai me fazer sentir como se eu fosse a única mulher do mundo.
E a mais feliz também.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Descartar, embaralhar você

E agora, eu só não quero botar minhas cartas na mesa. Não há ninguém do outro lado pra me olhar nos olhos, e me dizer o que fazer.
Me convencer de que tudo isso vai passar, e logo.
Isso não vai acontecer. Eram minhas últimas fichas, e elas foram desperdiçadas, jogadas no lixo, destroçadas, e não sobrou nada delas. Nem de mim.
E
agora, qual é o próximo passo em falso a ser dado ? Já me acostumei a cair e levantar. Mas dessa vez voei tão alto, e fiquei tão longe do chão, que o tombo foi muito pior. Mas me levantarei, como em todas as outras vezes. Só não sei quanto tempo vai demorar para isso acontecer.
Por um momento pensei que eu pudesse ser uma boa jogadora, e apostei todas as minhas fichas no seu jogo. E qual foi o meu prêmio? Meras lembranças. Algumas lágrimas, e muitas decepções.
O tempo cuidará de tudo.
E eu espero. Pois não há mais nada a fazer.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Todo lo que no puedo entender


Ontem, quando deitei na cama, demorei um pouco mais para dormir. Fiquei pensando em perguntas, que talvez nem você, nem ninguém podem me responder.
Porque as pessoas morrem?
Pra onde vão as almas dessas pessoas? Essa história, de que temos uma alma que sai e vai pra algum lugar melhor, é mesmo verdade?
E as pessoas que se matam, porquê se matam? E vão pra onde?
O céu existe? Como é lá? E o inferno?
Essas, e outras mil e uma perguntas que nenhum humano sabe as reais respostas.
Mas uma coisa eu sei: dói.
Dói perder alguém que amamos. Dói saber que vamos continuar vivendo, mesmo sem vontade, e aquela pessoa não vai mais estar ali, pra nos apoiar, rir conosco, nos ajudar e tudo mais, porque essa pessoa morreu. Segundo o conceito de muitas pessoas, essa pessoa foi para algum lugar melhor.
Vamos chorar, muito. Vamos sofrer, deixar de comer, e chorar.
Mas um dia, como tudo na vida, isso passa.
Agora, isso pode não fazer sentido pra ti, pois está doendo muito saber que tu nunca mais vais ver essa pessoa, mas passa. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
Não hoje, talvez nem amanhã. Mas no mês que vem, ou quem sabe no verão, passe.
Doa menos, tu lembre menos, chore menos.
As vezes tu ainda vai se pegar, em algum momento, pensando naquela pessoa que não está mais aqui, e tu vais chorar, vais lembrar, e chorar. Sentir saudade.
Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível, acredite, eu sei como é. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem.
Quando tu perceberes, vai estar por aí de novo, rindo, sendo feliz, vivendo. Pois agora tu tem mais um motivo para continuar, tu tens que viver por duas pessoas, por ti, e por aquela pessoa, do início deste texto, que ficou para trás.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

¿Es amor?

E respondendo a sua difícil pergunta; Eu não sei se é amor. Não sei mesmo. E talvez eu nem queira saber.
Para falar a verdade, eu nem sei o que é amor pra lhe falar se é isso que eu sinto. Mas eu sinto, e disso eu tenho certeza.
Sabe, as vezes eu tenho vontade de arrancar minha cabeça fora, e com ela, arrancar você de dentro de mim, sem ao menos saber onde te guardo.
Talvez assim fosse mais fácil. E menos doloroso também.
Mais um dúvida: porque nos livros infantis não escrevem que o amor machuca?
Machuca, ilude, faz até chorar.
Não é tudo tão perfeito. Não pra mim. Não ainda.
Talvez, se falassem a verdade sobre o amor nos livros infantis, as crianças cresceriam, pelo menos sabendo que o amor não faz só bem. E não se iludiriam tanto com essa pequena palavra.
Minha mãe lia para mim livros infantis que falavam de amor. Eu sempre gostei muito deles.
Uma palavra tão pequena e simples, e que me faz pensar tanto. Não sei o que é esse tão falado e desejado amor. E também não sei o que estou sentindo.
Queria que o que sinto bastasse para te manter sempre comigo. Como nas histórias que minha mãe lia pra mim, onde o príncipe encantado, nunca deixava a princesa, e eles sempre tinham um final feliz, na verdade não só um final, uma história inteira, só para eles.
Feliz para sempre. Juntos para sempre.
Isso é amor para você?
Isso basta para você?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Extraña sensacion, podria ser amor...


Percebi o quanto tu tinhas te tornado importante, no momento em que senti vontade de escrever sobre ti, e sobre a falta que tu fazias, não estando aqui ao meu lado.
Ninguém sabia o quanto isso era perigoso. Pensar só em ti. Falar sobre ti. E principalmente escrever sobre ti. Era perigoso demais, e doloroso demais.
A dor, eu sempre aguentei, e continuaria aguentando. Se não fosse essa tal esperança, que chegou, e vinha acabando comigo de uns dias pra cá. Esperança de te ter aqui, comigo, algum dia.
Todo mundo sempre me disse que era bom ter esperança. Mas no meu caso, eu não tinha esperança, eu dependia dela. Era ela que me fazia acordar de manhã, e aguentar até a noitinha pra poder falar contigo. Ela que me fazia acreditar que um dia, num fim de tarde desses, com o céu rosado, quando eu estivesse dobrando a esquina, tu também estarias lá, e nunca mais irias embora.
Essa esperança, essa fé enorme, que não me deixava desistir de ti, andava me irritando ultimamente.
Passei a acreditar que essa não fosse a melhor opção a seguir, pois seria muito improvável te ter, em um fim de tarde, ou em qualquer outra hora do dia. Não, isso não podia tomar conta de mim.
Me irritar por uma coisa que me fazia bem, que me dava forças ao levantar e enfrentar o dia esperando a noite chegar? Não, isso definitivamente não.
Afastei a irritação, e os pensamentos ruins a teu respeito. Continuei a pensar, falar e agora escrever sobre ti. Talvez a esperança tenha voltado com uma força ainda maior.
Passei a me questionar, depois das nossas longas conversas, o que você tinha de especial pra me deixar de tal maneira. Não obtive resposta alguma. Apenas sabia que era bom, uma sensação boa, mesmo com a distância e as paredes entre nós.
Então, passei a pensar mais em ti, e conversar comigo mesma na frente do espelho, e quando não tinha mais o que falar, só olhava através do espelho, fitando a porta, que estava em minhas costas, esperando que tu apareces um dia, num final de tarde, e me envolvesse em teus braços... fazendo eu me sentir a mulher mais feliz do mundo.
Mesmo que fosse só naquele momento.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

El camino


Milhas e milhas, com o vento batendo no rosto. Dentre muros, mato e curvas, continuo viajando.
Da janela direita, do banco do carona do carro, meus olhos fitam a paisagem, tentando não perceber o que se passa ao seu redor. E não adianta, vejo tudo, com os mínimos detalhes.
O carro anda a exatamente 100 km por hora.
No rádio, toca alguma música qualquer; que fala de um amor perdido e alguns corações partidos. Nada mais normal.
E tudo segue seu curso normalmente.
Penso várias vezes em pedir para o motorista parar, e descer por aqui mesmo.
Tudo ao meu redor é tão colorido, tão bonito, tão real.
Peço coragem aos céus, e continuo. Calada. Amontoada em um canto, com o rosto colado as vidro, agora fechado; pois o vento, forte e gelado, estava me congelando. E de congelado, já bastava o meu coração.
Tentei projetar toda a minha atenção à próxima música que iria tocar naquela estão qualquer do rádio. Nos primeiros minutos, já percebo que a canção é boa, agradável. Nos minutos seguintes , logo após o refrão, algo do lado de fora da janela me chama a atenção. Não era algo que se via todos os dias, jogado por aí. Era mais brilhante, bonito, e real do que nos meus sonhos, e me encantava muito mais do que o imaginado.
Aquela coisa pequena, redondinha, e que chamava à atenção de quem olhava com cuidado, era o que estava faltando no peito de muita gente nos últimos anos.
Eu, mais do que depressa, cotuquei o motorista, que abaixou o volume do rádio e pediu baixinho: - O que queres tu, menina?
Eu, com um pouco de medo, pedi, com firmeza : Podes me deixar aqui, por favor?
Ele, meio receoso, respondeu-me: - Se é o que queres, pode descer. Boa sorte, menina.
Agradeci, constrangida, e deixei com ele o meu melhor sorriso.
Desci do carro, e fui atrás do que, depois de muito tempo, havia me chamado à atenção.
Não era a primeira vez que eu pararia no meio do caminho, sem chegar ao destino final.
Mas era a primeira vez que eu sabia que isso era o certo à fazer.
E corri, ao encontro do amor.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Soledad


E as músicas, continuam tocando. Mas não ouço mais refrões que falem sobre nós dois.
Agora, pra mim, as canções não falam mais nada. Não conseguem me arrancar se quer um esboço de sorriso, como antes. Antes, as canções me faziam rir sozinha, como uma criança com brinquedo novo.
As canções, ou você ?
Não quero mais saber as respostas para as minhas perguntas idiotas. É mais fácil elas terminarem com um ponto de interrogação do que com um ponto final. É menos doloroso, pelo menos para mim.
Chegou a hora de admitir ; estou sozinha, e oficialmente sempre estive. Mas nunca gostei de admitir isso à minha cabeça, e muito menos ao meu coração.
Agora, as únicas coisas que me fazer realmente companhia, são o sol lá fora; que aquece minhas extremidades, e as músicas; que apesar de só falarem frases sem sentido, são, por enquanto, uma boa companhia para meus ouvidos não lembrarem o que você disse a eles.
Eu só queria que as canções, que agora tocam, fizessem sentido para mim.
Talvez, quando eu conseguir me levantar daqui, para mudar a estação de rádio, e tirar você de dentro de mim, de uma vez por todas; as canções façam sentido novamente.
Mas eu não quero mais esse sentido. O mesmo sentido. O seu sentido.
Quero que as canções e refrões me digam algo novo, algo verdadeiro, e principalmente algo que me faça sorrir feito criança novamente.
Porque com essa tal solidão, eu até já me acostumei.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mejores días


Como se existisse um comprimido, para limpar minha alma, e tirar você da minha cabeça. E eu já o estivesse tomando por bastante tempo, e ainda não sentira diferença alguma.
Amanhã, quem sabe, todos os comprimidos que tomo agora, façam efeito, e eu acorde sem lembrar da sua infame existência.
Amanhã, quem sabe, porque os doze comprimidos de ontem a noite não funcionaram.
Amanhã, quem sabe, eu acorde na mesma hora de sempre, com o mesma desânimo de sempre, e faça alguma coisa para melhorar isso tudo. Para limpar minha feridas, pra ver se elas cicatrizam mais rápido e de uma vez por todas.
E amanhã, quem sabe, eu aproveite esse sol para passar na farmácia e trocar essa bosta de remédio. Preciso de uma dosagem mais alta, ou algum outro remédio mais forte; porque esse remédio não me fez esquecer você.
A única coisa que ele me fez esquecer foi onde deixei a minha paz.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

...


A música começa a tocar. Seu rosto, pouco a pouco, fica mais molhado. Repleto de meias lágrimas, que escorrem por seus olhos, percorrendo suas bochechas rosadas, e chegando enfim à sua boca, que consome levemente todas aquelas metades de algo que nunca existiu.
Lágrimas que não doem quando escorrem por seu rosto, ou quando são tomadas por sua boca, doem quando seu coração percebe o porque elas estão caindo tão frequentemente.
E o motivo é sempre o mesmo.
Maldita solidão.
Nos últimos dias ela anda me consumindo. Cada vez mais.
Daqui a pouco restará só o meu pó.
E quando essa hora chegar, por favor, me deixe escorrer pelos seus dedos, grande e finos, como pequeninos grãos de areia.
Me deixe voar. Me deixe ir embora de uma vez por todas. E para sempre.
Como as folhas, no outono, que caem, e vão se arrastando pelo chão, e dançando conforme o vento, involuntariamente.
Me desculpe, só preciso ir embora.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Our turn

Percebi então, que permanecer sozinha talvez não fosse minha melhor opção.
Muitas coisas tinham mudado desde então.
Sempre precisei de um pouco mais de atenção, e talvez até de um carinho a mais.
Nos últimos dias eu andava tão carente. Carente de amor. Carente de sorrisos. Carente de abraços.
Meus amigos estavam sempre comigo, mas eles nunca supriram a necessidade de uma pessoa especial na minha vida. Uma pessoa que fizesse eu me sentir especial. Sem mudanças, especial assim, como sou; Meio errada, meio com medo, meio carente, meio confusa, meio medrosa.
Eu não sabia nem atravessar a rua, mas eu sabia, ao menos, que faltava alguém pra essa história ter um final realmente feliz.
Eis que no meio de tantos medos, indecisões e carência, surge você. E de você, não tenho muito o que dizer ainda. Só sei que parece que todos os medos e tristezas somem quando você abre seus braços para mim, e me chama pra seguir caminho com você. Sei que surge um sorriso enorme no meu rosto, com todas as besteiras que você fala.
Eu gosto quando você afasta os meus medos e tristezas. Gosto quando você me faz sorrir. E acho que gosto de você também.
E no fim das contas, acho que você não vai me deixar aqui; sorrindo sozinha.



Espero que o fim da tarde venha com você.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Epílogo

.. E eu disse que estava com saudades, depois de muito tempo, quando eu tinha começado a viver razoavelmente bem se você. E no outro dia, você bate à minha porta, com aquele sorriso sincero, que você sabe que eu amo, e que acabo sorrindo junto, só de ver que você voltou.
Ou pelo menos veio me visitar. Me dar uma injeção de ânimo, ou simplesmente deixar uma mensagem subliminar, de que é pra mim continuar esperando que nossa hora vai chegar.
Ou não.
Depois de um bom papo, percebemos que não mudamos, que nada mudou... e nunca vai mudar. Sentamos no sofá. Você me faz rir como uma criança, e eu sei que você gosta disso.
Só não sei se você gosta de mim.
Brincamos um pouco, deitados no chão, como dois cachorrinhos sem dono. Você com as suas segundas intenções visíveis...
E chega a hora da verdade... Você diz tudo o que eu não quero ouvir, as verdade que estavam dentro de você, diz que desde que eu fui, eu voltei outra e tudo mais, aquelas suas verdades, que realmente são verdades, entende?
Depois de algumas provocações aqui, outras ali. Chega a hora do tchau. Ou será até logo ? Eu não sei.
Nos abraçamos. Aquele abraço que encaixa, aquele nosso abraço. Mas nesse dia, eu abracei você de maneira diferente, foi um abraço dizendo "Fique mais ! Você sabe que me faz bem. Fique aqui, deixe ela"... Mas parece que você não entendeu, ou não quis entender. Ao certo não sei, nunca entendi você mesmo...
E você foi... Foi embora... E até hoje não voltou...





Isso é só uma lembrança minha, ou um sonho, um desejo... Ou alguma coisa assim. Mas seja o que for, acaba aqui.
Cansei de lembrar, sonhar, desejar, algo ou alguém que não quer lembrar de mim, sonhar comigo ou me desejar. Cansei mesmo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Empty


Um amor impossível, uma carta ilegível
e um livro de drama,
só pra fazer companhia.
A minha correria, desalegria,
um cigarro
e um copo de bebida, doce.
Pra ver se toda essa amargura vai embora,
de vez.
Na minha boca falta algum gosto,
só tem desgosto,
de tanto desamor.
Toda vez que tento abrir meu coração,
minha mente diz não,
concordo.
Te aquieta coração !
Termino assim,
sem noção,
sem coração,
sem direção.
Sem nada. Com tudo.
E talvez, talvez...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Em meio a todo esse caos


Respeito a quem sobrevive a tudo isso... Esse lixo que virou nossa sociedade.
Pessoas imunes ao amor,com falsos sorrisos no rosto, e mentiras correndo loucamente nas veias, juntamente com as drogas pesadas.

O amor sumiu.
E o pior de tudo:Ninguem notou.

Com o coração longe de todo esse caos caótico, alguma pessoas se destacam. Pessoas que são talvez como eu, ou como você. Que realmente correm atrás da real felicidade, e não se satisfazem com os pequenos e rápidos momentos de felicidade instantânea.
Pessoas que procuram o bem, o bem real, aquele que faz bem pro coração, que cura, que faz sorrir.
Meus sinceros parabéns, às pessoas que conseguem fechar os olhos para os políticos, que infelizmente nunca vão mudar.
E no meio de todo esse lixo, eu volto a perguntar aqui...
E O AMOR ?
Aquele... que existia no tempo do meu, e do seu avô.
Talvez o mundo todo esteja errado, e só essas pouquíssimas pessoas estejam certas.
Talvez eu, e você, apenas tenhâmos nascido no século errado.

Dúvidas demais. Perguntas demais.
Respostas e esclarecimento de menos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quatro paredes


Eu não queria, juro. Não queria te machucar, desculpe.
Só tinha cansado. Cansado de ser a perfeita para você. E eu não era perfeita, e nem pra você.
Estava cansada de viver a vida dos outros, pensar sempre nos problemas dos outros, e sempre deixar a minha vida e os meus problemas em segundo plano.
Acho que aquilo tinha algo a ver com amadurecimento, ou alguma coisa assim, e eu precisava amadurecer, crescer ou seja lá o que fosse.
Eu não aguentava mais aquilo.
Acabei ficando presa, em meio a quatro paredes que eu mesma criei, e esqueci de botar portas e janelas, para mim se quer respirar, ou dar uma volta quando fosse preciso. E pouco a pouco, o ar ia se acabando, e eu ia junto com ele.
E agora, quase sem forças, por sorte, achei um tijolo, em meio a tantos outros, que está frouxo, tento empurra-lo, mas parece ter alguém do lado de fora, que faz força contra, que não quer me deixar sair, não quer que eu mude, cresça, e me liberte daqui.
É você.
Você não sabe, mas dói muito mais em mim; que com o pouco de ar que me resta, tento empurrar esse tijolo, para fugir daqui; do que em você, que vai me perder se eu sair daqui.
Com minha última chance de sobreviver, já sem fôlego, empurro agora com toda a força que me resta, esse maldito tijolo.
E ele cai. Consegui.
Mas acho que acertou alguma coisa. Acho que ele te acertou. Na verdade, acertou na mosca o seu coração.
Me desculpe, não foi por querer. Era você ou eu. E pela primeira vez, decidi viver a minha vida, e fazer o que era melhor pra mim. Tente entender.
E me desculpe, por pela primeira vez, ter escolhido o melhor para mim, e não para você.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os caminhos são lindos, e é necessário caminhar


E eu to aqui né, ainda caminhando. Sem rumo, sem destino, sem futuro certo , e quase sem forças. Mas eu tô. Tô só fazendo o que disseram pra eu fazer ; seguir em frente, e eu to seguindo.
Sozinha, cansada, mas ainda me frente.
Olho pra trás, e só vejo pegadas. Pegadas vindas de lugar nenhum e indo para algum lugar desconhecido, logo à frente.
Eu só quero que surja alguém, de uma dessas tantas curvas, que eu insisto em passar reto, e esse novo alguém pegue na minha mão. Ele pode só pedir se tô com frio, ou se quero companhia pra seguir, se preciso de colo, carinho, ou alguma coisa desse tipo. Ou nem precisa falar nada, só deixar eu sentir sua presença perto de mim, sua mão na minha ou sua respiração no meu ouvido.
As curvas são escuras e frias, mais do que a estrada reta, que eu insisto em seguir. E eu não canso de esperar, que algum dia, surja alguém de uma dessas curvas, para me encontrar e seguir comigo.
Quem sabe daqui uns dias, eu desista de tanto seguir em frente ; com frio, carente e sozinha, e descordando de tudo e de todos, eu entre em uma dessas curvas frias, só pra ver o que acontece.
Coragem !
Minha cabeça já tá doendo sabe, de tanto seguir essa estrada reta, e eu já tô cansada de ter que parar de meia em meia hora pra te mandar notícias.
Logo em frente tem uma curva, ela parece menos fria que as outras. Então, se eu sumir, me perder por aí, você saberá onde eu estou. Só você.
Mas por favor, não venha me procurar.
Não ligue, não corra, não morra. Por favor !
Vou me perder nas curvas de alguém por esses caminhos escuros. Me divertir, e enlouquecer um pouco. Só para variar.

domingo, 17 de outubro de 2010

Anjos


Agora, deitada, percebo que o travesseiro tem sido meu melhor ouvinte nos últimos dias.
Sigo. Pensando. Caindo aos pedaços, e sendo empurrada e encorajada, por alguns novos anjos, que apareceram por aqui, e me aqueceram, entre suas asas, quentes e branquinhas.
Para chegar aqui, perdi algumas pessoas pelo caminho. Algumas, sei que farão falta, outras nem tanto.
Ninguém é insubstituível.
Aprendi lições neste caminho. A mais importante; não preciso de mais ninguém para seguir. Posso muito bem seguir sozinha. Encontrar anjos novos. Deixa-los. E continuar sozinha.
Depois de muito tempo procurando alguém, para me aquecer, comprei cobertores novos, e até um lençol térmico. Pensei também, que eu iria sentir falta de alguém ao meu lado na cama, então, gastei o resto da minha mesada em ursinhos, - que são uma ótima companhia à noite, não roncam e ainda por cima me confortam.
Durmo, e sigo muito melhor.
Sozinha.
Percebi, que ninguém pode mandar em minhas pernas, pra eu continuar em pé. Só eu mesma.
E continuo, na minha vida solo.
Que os novos anjos me protejam, e me guiem, pois não preciso de mais ninguém além de mim mesma para continuar seguindo.
E sigo.
Adeus.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O meu melhor sorriso, é seu.


Quatorze de Outubro. Um dia normal, como todos os outros. Apesar de ser seu décimo sexto aniversário, nada havia mudado pra ela. Não ainda.
Muitos recados no orkut, twitter, e todos os outros meios de comunicação online, ligações, mensagens. Nada de mais. Nada á mais do que normal.
Não pra ela.
Havia uma coisa que a estava deixando louca. Ela estava sozinha em casa. Deitada em sua cama. Sua cachorra lambia os dedos de sua mão esquerda, com aquela língua lisinha e quente. Ela sorria.
Mas nada havia mudado. Ela continuava sozinha.
Acordou com a mãe lhe chamando pra ir á aula, e dando-a os parabéns pelo seu aniversário. Ela sorriu para a mãe, dizendo-lhe que não iria a aula. Depois, contou-lhe sobre as primeiras pessoas a darem-na parabéns na noite anterior, feliz, sorrindo. A mãe riu com ela, beijou-a, apagou a luz do quarto e foi trabalhar.
O pai e a irmã, deram uma passada em seu quarto, mas desses ela não se lembrara, pois estava meio dormindo. Ou porque não eram tão importantes quanto a mãe.
Todos se foram, tomando seu rumo. E ela ficou ali. Deitada. Pensando.
Dormiu.
Acabou acordando só com a mãe novamente a chamando, mas dessa vez para ir almoçar na casa dos seus avós, que consequentemente moravam ao lado da sua casa. Ela se levantou, o vento empurrou a cortina contra a parede branca, e ela sorriu. Botou uma roupa quente, pois aquele vento veio também em sua direção, e era gelado, significava que estava frio. Desceu as escadas, e foi.
Chegando lá, todos a haviam esperado para começar a cantar o famoso "Parabéns pra você". Ela começou a rir, abraçando-os, um de cada vez. Todos sentaram, comeram, riram, lembraram de quando ela era pequena, e comentaram como estava bonita e crescida. Em seguida, quando terminou de almoçar, ela agradeceu-os por tudo, e retornou para casa.
Viu que não havia nada para fazer, acabou por voltar para a cama.
Pegou seu notebook e começou a ler os recados que haviam deixado para ela em seus perfis online. Nada de mais. Nada de surpreendente. Nada fora do esperado. Nada que a deixasse realmente feliz.
Era seu aniversário. Mas e daí? Tudo continuava igual.
A tarde passava, e ela continuava ali em seu quarto, lendo mais e mais coisas clichês e normais para uma aniversariante.

Exatamente as 15:07, recebeu a primeira mensagem sem remetente em seu celular. Pelo que estava escrito, ela sabia quem era. Ela sabia que era ele.
Levantou da cama, se arrumou, botou no rosto seu melhor sorriso, como ele havia pedido, e saiu. Sem hora pra voltar, sem ter pra onde ir. Ainda sozinha. Mas pela primeira vez, feliz por estar sozinha.
E foi.
Comemorar sua sobrevivência esses desesseis anos. Comemorar a vida. Comemorar os amigos, a família, o amor, e tudo de mais perfeito que havia nesse mundo.
Enfim então, saiu com o seu melhor, e mais lindo sorriso, para comemorar seu décimo sexto aniversário. Ainda sozinha, mas levando com aquele sorriso, ele - que pela primeira vez habitava seus pensamentos, e a deixava mais feliz do que nunca.

Desaniversário


Lebre: Aniversário? Há, há! Não é chá de aniversário.

Chapeleiro: Claro que não! É chá de desaniversário.

Alice: Desaniversário? Não entendo.

Lebre: Só há um dia no ano em que você comemora seu aniversário.

Chapeleiro: Portanto, os outros 364 dias são desaniversários.

Alice: Então, hoje é meu desaniversário!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Montanha russa




Minha cabeça já está doendo de tantas voltas e voltas que dei. Daqui a pouco, acho até que vou vomitar. Nunca fui disso, meu estômago sempre foi forte, mas já rodei, fui, voltei, subi e desci tantas vezes, que ele não aguenta mais, daqui a pouco vai precisar botar tudo pra fora.
Eu só queria que tudo isso parasse de subir e descer, e tomasse um rumo, de uma vez por todas. Queria que tudo se acertasse, e todos voltassem a sorrir novamente. Como no início, quando nos sentamos nessas cadeiras, dispostos a tomar nossos lugares, subindo e descendo à todo custo.
Há cada dia, mais gente vai embora dessa montanha russa, mas ela nunca pára de subir e descer. Muita gente chega também, mas não existem substituições nessa montanha russa, cada um tem o seu lugar, a sua cadeira marcada. Alguns, trocam de cadeiras, por intrigas com os vizinhos de fila, mas ninguém ocupa o lugar de ninguém por aqui.
O preço é baixo, só queremos lealdade, só. Para alguns esse preço é alto, para outros não. E para você ?
Alguns começam pagando-nos muito bem, e depois nos apunhalam pelas costas. Por outros, já temos um carinho, pelos anos que estão sentados nas mesmas cadeiras, ao nosso lado, e façam o que fizerem, sempre os deixaremos ficarem, ali, ao nosso lado. Alguns outros, chegam do nada, e nos conquistam, conquistando também um lugar ao nosso lado, e até um colo, um abraço, e um afago quando precisam.
E por mais que minha cabeça rode, doa, e eu até vomite, eu não vou sair dessa montanha russa, porque essa é a minha. Terei de superar tudo isso, e continuar. Com máscaras ou sem máscaras; sozinha, ou com pessoas nas cadeiras ao meu redor; com vento, ou sem vento no rosto; eu continuarei, até essa minha montanha russa decidir se fica em cima, ou embaixo, e decidir também, quem vai ficar até o fim ao meu lado, e quem sairá de perto de mim.


...Não aguento mais, já estou vomitando a uma meia hora, me sinto fraca !
Agora, ao meu lado já tão tem mais ninguém. Os motores pararam. Os barulhos estão dimunuindo, e as luzes se apagando. Aqui termina o nosso show de sobes e desces.
E eu vou embora daqui, fraca, sozinha e no escuro, mas viva.
E você, continua até o fim ou pára por aqui, e vai embora comigo ?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010


Lá estou eu em mais uma mesa com risos pela metade. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum amor verdadeiro que durou um segundo...
Meus amigos me adoram. Mas será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar? E isso 24 horas. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. Dessa coisa que talvez seja amor.
Odeio todos os amores baratos, curtos e não amores que eu inventei só para pular uma semana sem dor. A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor.
Preciso parar, preciso esperar. Mas a solidão dói, e eu sigo inventando personagens.
Odeio minha fraqueza em me enganar. Eu invento amor, sim e dói admitir isso.
Mas é que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade.
É tudo pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro.. enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar.
E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi.
(Tati Bernardi)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Untitled


Esse vento, que entra pela fresta da minha janela, já está me irritando. Ele bate em mim, e me congela, pouco a pouco. E não tem ninguém aqui para me derreter, se por um acaso, eu congelar por completo. Acho que terei que admitir, falta alguém ao meu lado por aqui.
Sempre tentei deixar o mais claro possível, para mim mesma que seria feliz só. Eu e eu. E nesse filme, que eu ainda não descobri se é drama, comédia, ficção, terror ou romance, eu seria a única protagonista. Sem um par. Sem casal, e sem final feliz. Não preciso de finais felizes.

Falando nisso, porque as merdas dos finais, sempre são felizes ?
Na vida real, no mundo em que vivemos, não é assim. Nem existe mais amor hoje em dia, só pra começar bem o assunto.
Tenho pena dos meus possíveis filhos, nem vão saber o que foi esse tal amor, e pena de mim também, pois no auge dos meus - quase - 16 anos, ainda não sei o que é.
As vezes penso que sei, mas não sei, não mesmo.

Acho que junto com esse vento, vem seu cheiro, só pode. Porque eu não paro de pensar em você um minuto se quer, isso não é normal. Não pra mim. Não agora, nem aqui.
Me levanto da cama, quente, e saio do quarto, talvez assim você saia da minha cabeça.
E não sai.
Caminho pelo corredor, em busca de alguma coisa que aquiete meu pensamento, fixo o olhar para a janela, vou até lá e abro-a. Sinto um vento congelante entrar por ela, ele seca meus lábios, e faz com que meus olhos se encham de lágrimas, aproveito a abertura, e já choro tudo que tenho que chorar ali. Sozinha, em silêncio, no meu canto e quase congelando. Com o vento sendo minha única companhia.

Por um segundo, você sai do meu pensamento. Penso na vida, e em como tudo mudou de uns tempos pra cá. Aproveito e faço o mesmo trajeto, voltando pra cama e deitando-me.

E agora sim, posso dormir em paz, sem você, arruinando meu sono, e vivendo em meus sonhos. Que insisto em dizer que são pesadelos.
Queria, queria com todas as minhas forças, mas não sei se ainda quero.
As pessoas cansam de esperar, por quem sabem que não vai vir, e agora, me juntei a um grupo de pessoas cansadas.
Estou cansada de tudo.

E se eu sumir, me deixe.
Jurei a mim mesma ficar só.
Só não jurei por quanto tempo.

E tenha uma boa noite.

domingo, 3 de outubro de 2010

Querido novo alguém,


Me assusta, o modo como as coisas estão andando rápido para mim, o modo como eu volto a sentir arrepios ao falar com alguém, o modo como minhas mãos tremem, e meu coração palpita mais e mais rápido. Sempre tive essa mania de me apegar fácil, e gostar demais, e muitas vezes, acabei quebrando a cara. Admito que mesmo assim, nunca deixei de acreditar, o amor me encanta. E eu adoro me deixar encantar por novos alguéns. Descobrir seus segredos, e ter a liberdade para revelar todos os meus. Passar horas e horas conversando, sem se dar conta do tempo, dos problemas, e até mesmo do mundo lá fora. Esquecer de tudo que me faz mal, e ter certeza de que ao menos uma pessoa consegue trazer todo o bem que eu preciso.
Sinceramente, há muito pouco tempo, eu cheguei a resistir por um momento, desacreditar em todos esses encantos.
E foi de repente que você apareceu, como quem não quer nada...
Ainda não sei muito bem o que esperar de você, não sei bem o que falar, ou como agir, me sinto meio que de mãos atadas.
Mas ao mesmo tempo, é como se eu estivesse mais segura do que nunca, então continuo aqui; tentando deixar para trás meus dias de chuva, e me deixando levar por esses novos dias de sol.
Por fim, não sei lhe dizer muito bem o que ando sentindo, mas espero que seja bom. E espero que você goste, porque eu sinto que se você gostar, eu vou gostar também.
Com amor, seu novo alguém.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ele a achava linda,


ela o queria sempre por perto.
Não era simples assim, como nas novelas.
Atrás daqueles grandes olhos, pintados, amedrontados, existia muito mais medo, do que carinho, afeto...
E toda noite, antes de apagar a luz forte que vinha do abajur, ela pedia baixinho: " Sai daqui medo,vai pra longe, vai. Me deixa viver."
E ele, mesmo sem saber dos pedidos dela, pensava sempre antes de dormir, em estar, de alguma maneira, junto com ela.
Mal sabia ele, que ele estava junto com ela. Não só nos sonhos, ou no pensamento. Mas guardado involuntariamente dentro de um órgão pulsante, que ela nem se lembrava que existia, antes de ele aparecer, para fazê-la lembrar...
E dormiram os dois.
Separados.
Mas juntos. Unidos. Interligados.
Amor.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mi miedo al amor


Não entendo, nunca tive necessidade de ti. Começo a ficar com medo, da extrema falta que tu andas me fazendo. E não gosto.
Sinto falta das conversas sem sentido, e sem fim. Juras de amor, mesmo que curtas, e discretas, e de tudo mais, que só eu, e tu sabemos. Mas que não posso reviver. Não contigo. Não agora.
Tu precisas mudar, e muito. E sabes disso.
Tudo em mim, é baseado na dúvida, tu sabes, mas as únicas coisas sobre as quais eu não quero ter dúvidas, é sobre a minha confiança em ti, e sobre o teu amor por mim. Não quero, e não vou.
Continuo então, sozinha, e com essa extrema falta de ti em meu peito. Talvez seja melhor assim, a falta de ti, do que a dor, de viver esse amor.
Talvez covardia, por ter medo de sofrer mais uma vez pelo mesmo motivo, amor. Talvez coragem, por conseguir viver, com tamanha falta de alguém em meu peito.
Mude. Se não por você, que seja por mim.
Por mim, para mim.
Para eu poder parar com esse medo. Medo de ti. Medo de te amar.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ontem, chorei

Chorei.
E eu nem sabia ao certo porque.
Era uma dor, que vinha de uma parte do meu corpo que eu nem lembrava que existia; vinha do coração. Do fundo dele, da parte mais funda, e escondida dele.
Parecia que ia acabar comigo. Que ia me deixar em pedacinhos, rolando pelo chão.
Era uma dor tão forte, mas tão forte, que eu não aguentei, e tive que bota-la pra fora. E a única forma que encontrei, foi chorando.
Eu não sabia de onde vinha aquela dor.
Meu cardiologista sempre disse que eu nunca teria problemas no coração. Então, eu não sabia mesmo o que era.
Sequei aquelas lágrimas, e comecei a pensar, de onde viera tamanha dor. Eu nunca à havia sentido com tanta intensidade em meu peito.
Depois de alguns segundos, com o rosto sem lágrimas, e com a cabeça pensando a mil por hora, cheguei a uma conclusão que parecia a mais correta; era saudade, a pior dor que alguém poderia sentir.
E eu estava sentindo. Era horrível.
Comecei a lembrar de tudo que passamos naquele Janeiro, e mais lágrimas rolaram pelo meu rosto. Eu ia lembrando de mais coisas, de mais momentos, de mais pessoas, de promessas, de juras de amor, e cada vez com menos forças eu ficava, e mais lágrimas escorriam pelo meu rosto.
E eu não sabia como parar aquilo.
Doía. Doía mais que tudo que eu já havia sentido.
Era saudade, e eu não fazia a mínima idéia de como tirar aquilo do meu peito.
Chorei mais um pouco, pra ver se tamanha saudade, escorria junto com tantas lágrimas que estavam saindo dos meus olhos. Não resolveu. Não parou de doer.


Com o tempo, depois de muitas lágrimas, de muitos dias, de muitos meses, de quase um ano, a saudade ainda bate na minha porta de vez em quando. Ainda me faz sentir dor. E dói.
Mas logo diminui tamanha dor.
Já me acostumei a viver assim, sentindo sempre falta de alguém. Falta de algo. Falta de uma parte de mim, e do meu coração.
Queria também, sentir falta dessa saudade toda, que me consome as vezes, e me faz derramar tantas lágrimas, lembrando de coisas que eu só queria reviver.
Mas continuo vivendo.
Quem sabe um dia, eu mate essa saudade toda, e depois, sinta saudade de sentir saudade, e só.

domingo, 19 de setembro de 2010

Desesperación


Nas noites frias e tristes, como hoje, quando reparo, já estão caindo mil lágrimas dos meus olhos. E sem eu ao menos permitir, meu coração começa a pulsar mais devagar, mais devagar, mais devagar. Minha cabeça, começa a pensar em alguma forma de sumir, nem que seja por um minuto sequer.
Acabo não chegando à nenhuma resposta concreta.
Nunca entendi muito bem o porque desse choro em noites assim. Frias. Escuras. Solitárias.

Uma noite, de tanto eu pensar, quem sabe eu consiga sumir por um minuto.
E tomara que seja realmente só por um minuto.


Só quero paz.
Paz na minha cabeça, que não pára de maquinar formas de ficar bem, sem fazer ninguém sofrer.
Paz no meu coração, que não pára de implorar por um motivo pra continuar batendo dentro do meu peito.

Paz na minha vida, por favor, para que eu consiga continuar.


Porque se continuar assim, não aguento nem mais um mês por aqui.

domingo, 12 de setembro de 2010

Sobre el amor

Ele se sente sozinho.
Ele, eu, você, o vizinho, o cachorro...
Talvez porque ele, e todos nós idealizamos um amor, um amor perfeito.
Ele imagina uma mulher linda, gostosa, que tenha uma cabeça boa, um bom papo, que esteja sempre a disposição para fazer um sexo, que não seja vagabunda, mas nem santa. Que seja de boa família, que seja simpática com seus amigos, mas que não vire amiga deles.
Ele quer tanta coisa... Procura tanto, olha pra tantos lados, e acaba não olhando bem à sua frente.
É. Bem debaixo do seu nariz, existe uma mulher.
Que você conheceu quando ainda era uma menina.
Mas ela cresceu.
E talvez ela não seja gostosa, mas você sempre disse que ela era linda.
Cabeça boa você sabe que ela tem, mas não vai estar à disposição para o sexo.
Você conhece ela. Conhece melhor que qualquer um; e você sabe disso.
Então pare de fingir ter um coração de pedra e idealizar uma pessoa perfeita e olhe à sua frente.
A pessoa perfeita pra você estará lá.
Ou talvez já esteja, e você nem notou...

O amor não tem um horário certo para aparecer, mas com certeza, a pessoa certa para você, aparecerá.
Na hora certa ou errada, na sua cidade, ou em uma viagem, na fila do banco, ou na faculdade... O lugar é o de menos.
O amor aparecerá.
Pra mim, pra você. Pra todos nós...
É só esperar ...

Congelando


Me pego novamente aqui, triste, escrevendo.
No mesmo lugar de sempre e com o mesmo silêncio de sempre.
Hoje minhas mão estão frias. Acho que o inverno chegou de vez nesse lugar, ou será que o gelo que existe dentro de mim, resolveu congelar minhas extremidades? Ao certo, não sei.
Nessa mesa me restam os restos.
Restos de canetas, restos de papéis, restos de biscoito, restos de mim.
Na verdade partes de mim.
Partes que foram sumindo, e dando lugar a uma nuvem preta e gelada, de tristeza e solidão.
Queria realmente falar o que existe aqui dentro pra você tentar entender.
Me engano frequentemente nos cálculos, mas sempre fui boa com as palavras.
Mas nessa hora não basta só ser boa.
Realmente não sei interpretar o que se passa dentro de mim. Talvez porque não tenha o que tanto entender e interpretar, talvez não exista nada além de frio e escuridão em meu interior.
Você quer mesmo entender ?
Porque não começa a me amar de uma vez, e deixa toda essa caretisse de tentar me entender de lado?

Minhas mãos estão cada vez mais frias. E meus pés, apesar das 2 meias, estão esfriando lentamente.

A única coisa que me faz sorrir ultimamente são as músicas...
As nossas músicas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mi desabafo


Daqui, ouço gritos, vindo de lugares distantes, mas não consigo distinguir se são de alegria, ou se são gritos pedindo ajuda. Não sei o que fazer.
Estática permaneço.
Na verdade, eu nunca sei o que fazer, mas continuo.
As vezes nem fazendo nada, só caminhando por aí, com os meus fones de ouvido, meu rombo no coração, e um livro, que considero meu melhor amigo em quase todos os momentos.
E essa rotina de solidão já está me matando, confesso.

Revolução. Mudança. Amor.
É disso que eu preciso.
Mas e aí? Cadê?

Tantas perguntas sem respostas.
Tanta solidão, sem companhia.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ficción


- E teu coração, vazio como sempre?
Pensei em dizer que sim, mas meu coração não estava mais vazio. Decidi responder a verdade, sem muitos rodeios.
- Ele anda mais cheio do que o normal. - E continuei - Cheio de ar, de tristeza e de solidão.
- Já te disse mil vezes que ele tá assim porque tu queres assim!
- E eu já te respondi mil vezes que eu não quero o teu amor! - Gritei.
- Eu preciso saber o que se passa na tua cabeça! - Disse ele, mais brabo do que o normal.
- Vou te contar, - Eu disse, com toda a calma que restava em mim. - Hoje, dia 6 de Setembro, eu penso em mil coisas. Penso que eu tive feriado da escola, e não aproveitei para sair, beber, fazer sexo sem amor e tudo mais, como todo o resto do mundo fez. É o dia que eu estou me sentindo mais sozinha desde o início do ano. Amanhã vai ter desfile do dia 7 de Setembro. Vai tá todo mundo por ai, feliz. E eu vou continuar aqui, quietinha no meu canto. Longe de tudo que faz bem pra todo mundo. Menos pra mim.
Acho que estou ficando louca. - Terminei, em um tom tristonha.
- E eu te amo. - Disse ele, da forma mais linda que alguém já havia me falado. - E repetiu
- Eu te amo, minha louca!
Eu ri, e falei da forma mais doce que consegui. - Quem sabe hoje, mas só hoje, eu aceite esse teu amor.
Ele, sorrindo da forma mais apaixonante que eu já havia visto, falou - Eu seria o homem mais feliz de toda essa galáxia. - Depois disso, ele me abraçou, me levantou, me pegou no colo e me beijou.

Hoje eu posso dizer que sou a mulher mais feliz de toda essa galáxia, por ter aceitado aquele amor doido, mas o mais sincero que já vi.

sábado, 4 de setembro de 2010

Las personas nunca cambian


Aí, você chega, como sempre na hora errada, dizendo que a ama. Depois de tudo aquilo que fez pra ela. Chega e diz que a ama. Como se essa palavra resolvesse todos os problemas entre vocês. Ela estava vivendo muito bem sem você.
Depois de algumas noites sem dormir, tantas lágrimas derramas, ela estava recomeçando, dessa vez sem você, e melhor do que nunca. E vem você, trazendo tudo de volta, aquele turbilhão de sentimentos estranhos e sensações indescrítiveis.
Pra quê ? Pra conquista-la e depois deixa-la ?
Dessa vez, não. Ela aprendeu...
Não existem segundas chances.
As pessoas nunca mudam.

Prazer


Confesso ... tenho medo, de muita coisa....
Do escuro.
Tenho medo de muita gente,
e de ficar sozinha.
Medo de namorar,
porque terei que ser de alguem,
não que eu seja de todo mundo,
sou só do mundo.
Medo de me machucar,
de machucar as pessoas.
Medo de quando ver ele com outra chorar,
sendo que quando ele quis largar ela por mim,
eu não quis.
Medo de perder as pessoas que eu amo.
Medo de nunca amar alguem de verdade,
de não ser amada de verdade.
Medo de me arrepender de ter feito,
e de não ter feito.
E acho que se meu sobrenome pudesse ser algum,
depois de sinceridade,
seria medo.
Thais Sinceridade Medo, prazer.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

To esperando aqui na porta


E hoje, no meio de todo essa povo, de toda essa gente, que na verdade nem gente é, eu esbarrei com você. Com aqueles grandes olhos, com aquele medo no olhar.
Medo de quê ? Medo de quem ? Você não me respondeu, como sempre, você nunca responde nada do que eu pergunto. Mas quando você pergunta, fico com medo de você me largar se eu não responder, acabo respondendo. E além de responder, sempre acabo respondendo o que você quer ouvir: pra doer em mim falar, e não em você ouvir.
Foi pensando nisso esses dias, que percebi o quanto eu sou importante pra algumas pessoas. Mas e daí ? Não tá faltando alguém importante pra mim nessa história toda ? Alguém que peça de quê ou de quem eu tenho medo, que fale o que eu quero ouvir, e não o que realmente quer falar. Estou a esperar aqui na porta quando esse alguém decidir aparecer; e quando ele bater na minha porta, direi simplesmente :
- CARALHO, VOCÊ DEMOROU HEIN, PENSEI QUE NEM VINHA MAIS...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nova casa

É sempre bom recomeçar.
Se recompor, mudar, pensar melhor, e simplesmente recomeçar. No meu caso, não foi por opção, mas mesmo assim, aceitei muito bem essa idéia desde o início.
Um novo blog, novos textos, seguidores, layout e tudo mais, me pareceu uma boa abertura para mudar também meu pensamento, e renovar minhas idéias.
Toda manhã, quando acordamos, podemos recomeçar.
Eu escolhi hoje.
Espero que gostem.





- Antigo maybeyouwillunderstand.blogspot.com